Archive for maio \23\UTC 2015

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Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – 6o. Dia

maio 23, 2015

Slide6O diálogo que começa com Jesus pedindo água se torna um diálogo em que Jesus promete água. Mais adiante, nesse mesmo Evangelho, Jesus vai pedir água outra vez. “Tenho sede” – diz ele na cruz – e a partir da cruz, Jesus se torna a prometida fonte de água que escorre do seu lado ferido. Recebemos essa água, essa vida que vem de Jesus, no batismo, e se torna uma água, uma vida que jorra para dentro de nós para ser oferecida e partilhada com outros.

Eis aqui o testemunho de uma mulher brasileira que bebeu dessa água e em quem essa água se tornou uma fonte:

A irmã Romi, uma enfermeira de Campo Grande, era uma pastora na tradição pentecostal. Numa noite de domingo, sozinha numa cabana, na vizinhança de Romi, uma menina indígena de dezesseis anos, chamada Semei, deu à luz um bebê, um menino. Ela foi encontrada caída no chão e sangrando. A irmã Romi a levou ao hospital. Questionamentos foram feitos: onde estava a família de Semei? A família foi encontrada mas lá não queriam saber de nada. Semei e seu bebê não tinham um lar para onde ir.  A irmã Romi os levou para a sua própria modesta casa. Ela não conhecia Semei e o preconceito em relação aos indígenas era forte em Campo Grande. Semei continuou a ter problemas de saúde, mas a  grande generosidade da irmã Romi despertou mais generosidade nos vizinhos. Uma outra mãe de parto recente, uma católica chamada Verônica, amamentou o bebê de Semei, que estava incapacitada para dar conta disso. Semei deu a seu filho o nome de Lucas Natanael e dentro de algum tempo eles puderam se mudar da cidade para uma fazenda, mas ela não esqueceu a bondade da irmã Romi e de seus vizinhos.

A água que Jesus dá, a água que a irmã Romi recebeu no batismo, tornou-se nela uma fonte de água e uma oferta de vida para Semei e seu filho. A partir de seu testemunho, essa mesma água batismal se tornou uma fonte na vida  dos vizinhos de Romi. A água do batismo jorrando na vida se torna um testemunho ecumênico do amor cristão em ação, uma amostra antecipada da vida eterna que Jesus promete. Gestos concretos como esse, praticados por pessoas comuns,  são o que nós precisamos para crescer em companheirismo. Eles nos dão testemunho do evangelho e da relevância das relações ecumênicas.

Questões

  • 1. Como você interpreta as palavras de Jesus quando ele diz que através dele podemos nos tornar “uma fonte de água jorrando para a vida eterna”?
  • 2. Onde você vê pessoas cristãs sendo fontes de água viva para você e para outros?
  • 3. Quais são as situações na vida pública em que as Igrejas deveriam falar a uma só voz para serem fontes de água viva?
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Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – 5o. Dia

maio 21, 2015

Slide5Jesus precisava de ajuda. Depois de uma longa caminhada, vem o cansaço. Exausto, exposto ao calor do meio dia, ele sente fome e sede. (Jo 4,6). Além disso, Jesus é um estrangeiro; é ele que está num território estrangeiro e o poço pertence ao povo da mulher. Jesus tem sede e, como diz a mulher samaritana, não tem balde para recolher a água. Ele precisa de água, ele precisa de ajuda: todos precisam de ajuda!

Muitos cristãos acreditam que somente eles têm todas as respostas e que não precisam da ajuda de ninguém. Perdemos muito quando mantemos essa perspectiva. Nenhum de nós pode chegar às profundezas do poço do divino e ainda assim a fé nos pede que nos aprofundemos no mistério. Não podemos fazer isso isoladamente. Precisamos da ajuda de nossos irmãos e irmãs em Cristo. Só assim poderemos mergulhar na profundidade do mistério de Deus.

Um ponto comum em nossa  fé, independentemente da Igreja a que pertencemos, é que Deus é um mistério além da nossa compreensão. A busca da unidade cristã nos leva ao reconhecimento de que nenhuma comunidade tem todos os meios de mergulhar nas águas profundas do divino. Precisamos de água, precisamos de ajuda: todos precisam de ajuda! Quanto mais crescermos na unidade, partilharmos nossos baldes e unirmos as partes de nossas cordas, mais profundamente mergulharemos no poço do divino.

A tradição indígena brasileira nos ensina a aprender com a sabedoria dos mais velhos e, ao mesmo tempo, com a curiosidade e a inocência das crianças. Quando estamos prontos para aceitar que realmente precisamos uns dos outros, nos tornamos como crianças, abertos para aprender. E é assim que o Reino de Deus se abre para nós (Mt 18,3). Precisamos fazer como Jesus fez. Precisamos tomar a iniciativa de entrar numa terra estrangeira, onde nos tornamos estrangeiros, e cultivar o desejo de aprender com o que é diferente.

Questões

  • 1. Você se lembra de situações em que sua Igreja tenha ajudado outra Igreja ou tenha sido ajudada por outra Igreja?
  • 2. Há reservas por parte da sua Igreja em aceitar ajuda de outra Igreja? Como isso pode ser superado?
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Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – 4o. Dia

maio 20, 2015

Slide4O encontro entre Jesus e a mulher samaritana mostra que o diálogo com o diferente, o estranho, o que não é familiar pode ser promotor de vida. Se a mulher tivesse seguido as regras da sua cultura, ela teria ido embora quando viu Jesus se aproximando do poço. Naquele dia, por alguma razão, ela não seguiu as regras estabelecidas. Tanto ela como Jesus quebraram os padrões convencionais de comportamento. Através dessa ruptura eles nos mostraram de novo que é possível construir novos relacionamentos.

Assim como Jesus completa o trabalho do Pai, a mulher samaritana, por sua vez, deixa o jarro de água,  mostrando que já podia ir mais longe com sua vida; ela não estava confinada ao papel que a sociedade lhe impôs. No Evangelho de João ela é a primeira pessoa a proclamar Jesus como o Messias. Ir adiante é uma necessidade para aqueles que desejam crescer ficando mais fortes e mais sábios na sua fé.

O fato de ter a mulher samaritana deixado para trás seu cântaro de água é um sinal de que ela tinha encontrado um bem maior do que a água que tinha vindo buscar, e um lugar melhor para agir dentro da sua comunidade. Ela reconhece o dom maior que esse judeu estrangeiro, Jesus, lhe está oferecendo.

É difícil para nós considerar valioso, reconhecer como bom, ou mesmo santo, o que nos é desconhecido e o que pertence  outro. No entanto, reconhecer os dons do outro como bons e santos é um passo necessário para chegar à unidade visível que buscamos.

Questões

  • 1. O encontro com Jesus pede que deixemos para trás nossos “cântaros”. O que são para nós esses “cântaros”?
  • 2. Quais são as principais dificuldades que encontramos para fazer isso?

Extraído de http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/weeks-prayer-doc/rc_pc_chrstuni_doc_20140611_week-prayer-2015_po.html

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Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – Terceiro Dia

maio 19, 2015

Slide3A mulher samaritana responde a Jesus: “Eu não tenho marido.” O assunto da conversa agora é a vida conjugal da mulher. Há uma mudança de termos no conteúdo do diálogo – da água para o marido: “Vai, chama o teu marido e volta aqui” (Jo 4,16). Mas Jesus sabe que a mulher tinha tido cinco maridos e que o homem que ela tem agora não é seu marido. Qual é a situação da mulher? Seu marido pediu divórcio? Ela era viúva?  Tinha filhos?  Essas perguntas surgem naturalmente quando lidamos com essa narrativa. No entanto, parece que Jesus estava interessado em outra dimensão da situação da mulher; ele tem conhecimento da vida da mulher mas permanece aberto a ela, vai ao seu encontro. Jesus não insiste numa interpretação moral da resposta dela, mas parece querer conduzi-la para além disso. E, como resultado, a atitude da mulher em relação a Jesus muda. A essa altura, os obstáculos de diferenças culturais e religiosas ficam para trás para dar espaço a algo muito mais importante: um encontro em confiança. O comportamento de Jesus nesse momento nos permite abrir novas janelas e levantar outras questões: questões que desafiam as atitudes que desmoralizam e marginalizam mulheres e também questões sobre as diferenças que permitimos que se coloquem  como bloqueio no caminho da unidade que buscamos e pela qual oramos.

Questões

  • 1. Quais são as estruturas de pecado que podemos identificar em nossas comunidades?
  • 2. Qual é o lugar e o papel das mulheres em nossas comunidades?

Extraído de http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/weeks-prayer-doc/rc_pc_chrstuni_doc_20140611_week-prayer-2015_po.html

  • 3. O que podem fazer as nossas Igrejas para prevenir  e superar a violência contra mulheres e meninas?
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Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – Segundo Dia

maio 18, 2015

Slide2Jesus tinha estado na Judéia antes de seu encontro com a mulher samaritana. Os fariseus tinham começado a espalhar a idéia de que  Jesus batizara mais discípulos do que João. Talvez esse tipo de  conversa tenha causado alguma tensão e desconforto. Talvez tenha sido essa a razão da decisão de Jesus de ir embora.

Chegando ao poço, Jesus resolve parar. Estava cansado de sua viagem. Sua fadiga poderia também ter algo a ver com o que estavam dizendo sobre ele. Enquanto descansava, uma mulher samaritana se aproximou do poço para tirar água. Esse encontro aconteceu no poço de Jacó: um lugar simbólico para a vida e a espiritualidade do povo da Bíblia.

Começa um diálogo entre a mulher samaritana e Jesus sobre o lugar onde se deveria adorar . “É na montanha ou em Jerusalém?” pergunta a mulher samaritana. Jesus responde: “nem na montanha nem em Jerusalém… os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade pois são esses os adoradores que o Pai procura”. (Jo 4, 21-24)

Ainda acontece que, em vez de uma busca comum da unidade, a competição e a disputa sejam uma característica do relacionamento entre Igrejas. Isso tem sido a experiência vivida no Brasil em anos recentes. Comunidades exaltam suas próprias virtudes e os benefícios que aguardam seus adeptos a fim de atrair novos membros. Alguns pensam que quanto maior for a Igreja, mais numerosos os seus membros e maior o seu poder, mais perto estarão de Deus, apresentando a si mesmos como os únicos adoradores verdadeiros.  Como resultado, tem havido  violência e desrespeito a outras religiões e tradições. Esse tipo de marketing competitivo cria tanto a desconfiança entre as Igrejas como uma falta de credibilidade na sociedade em relação ao cristianismo como um todo. À medida que cresce a competição, a “outra” comunidade se torna o inimigo.

Quem são os verdadeiros adoradores? Verdadeiros adoradores não permitem que a lógica da competição – quem é melhor e quem é pior – contamine a fé. Precisamos de “poços” para nos apoiar, para descansar e abandonar as disputas, a competição e a violência, lugares onde possamos aprender que verdadeiros adoradores adoram “em Espírito e Verdade”.

Questões

  • 1. Quais são os maiores motivos de competição entre nossas Igrejas?
  • 2. Somos capazes de identificar um “poço” comum no qual possamos nos apoiar e descansar de nossas disputas e competições?

Extraído de: http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/weeks-prayer-doc/rc_pc_chrstuni_doc_20140611_week-prayer-2015_po.html

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Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos – Primeiro Dia

maio 18, 2015

Slide1Jesus e seus discípulos viajaram da Judéia para a Galiléia. A Samaria fica entre essas duas áreas. Havia um certo preconceito contra a Samaria e os samaritanos. A reputação negativa da Samaria vinha de sua mistura de raças e religiões. Não era incomum usar caminhos alternativos para evitar pisar  em território samaritano.

O que o Evangelho de João quer expressar, quando diz que “era preciso que atravessasse a Samaria”? Mais do que uma questão geográfica, trata-se de uma escolha de Jesus. “Passar pela Samaria” significa que é necessário ir ao encontro do outro, do diferente, daquele que é muitas vezes visto como uma ameaça.

O conflito entre judeus e samaritanos era antigo. Os antepassados dos samaritanos tinham quebrado laços com a monarquia do sul, que exigia a centralização do culto em Jerusalém (1 Reis 12). Mais tarde, quando os assírios invadiram a Samaria, deportando grande parte da população local, eles trouxeram para o território uma quantidade de estrangeiros, cada um com seus próprios deuses ou divindades (2 Reis 17,24-34). Para os judeus, os samaritanos se tornaram um povo “misturado e impuro”. Mais tarde no Evangelho de João, os judeus, querendo desmoralizar Jesus, acusam-no dizendo: “ Não temos nós razão ao dizer que tu és um samaritano e um possesso?” (João 8,48)

Os samaritanos, por sua vez, também tinham dificuldade para aceitar os judeus (Jo 4,8). A ferida do passado tornou-se ainda maior quando, cerca do ano 128 aC, o líder judeu, João Hircano, destruiu o templo construído pelos samaritanos como lugar de culto no monte Gerazin. Pelo menos em uma ocasião, relatada no Evangelho de Lucas, Jesus não foi recebido numa cidade samaritana simplesmente porque estava a caminho da Judéia (Lc 9,52). Assim, a resistência ao diálogo vinha dos dois lados.

João deixou claro que “atravessar a Samaria” é uma escolha que Jesus está fazendo; ele está indo além do seu próprio povo. Com isso ele está mostrando que, quando nos isolamos daqueles que são diferentes e nos relacionamos apenas com os que são iguais a nós, estamos impondo a nós mesmos um empobrecimento. É o diálogo com os diferentes que nos faz crescer.

Questões

  • 1. O que significa para mim e para minha comunidade de fé “ter que atravessar a Samaria”?
  • 2. Que passos minha Igreja tem dado para ir ao encontro de outras Igrejas e o que as Igrejas têm aprendido umas com as outras?

Extraído de http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/weeks-prayer-doc/rc_pc_chrstuni_doc_20140611_week-prayer-2015_po.html

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DESPERTEM O MUNDO!

maio 17, 2015

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Este é nosso chamado para este ano: aprender a despertar o mundo! Não é uma ordem apenas para um ano, pois cremos que a cada ano, cada direção é uma escola para toda vida. E neste 2015, caminhamos sob o olhar e direção do Papa Francisco para os consagrados.

Maravilhoso é perceber que para aprendermos a despertar o mundo, para termos condições de fazê-lo, é preciso que olhemos para nós mesmos, para nosso passado, nosso presente, nosso futuro. Como obra, como missionários, mas principalmente, como pessoas, queremos trilhar esse caminho com o Senhor: o do reconhecimento.

Reconhecemos que Ele caminha conosco desde o início. Nunca fomos abandonados, mas sempre amparados por Seu Amor e misericórdia e em todos os momentos conduzidos a um relacionamento sincero com Ele. Reconhecemos que fomos chamados a um propósito de Amor, para sermos amados e amar, conduzidos por Aquele que nos amou primeiro, como vivenciamos tanto no ano de 2014. Não percamos essa marca que o Senhor nos deixou: saber que Ele sempre nos ama primeiro e sustenta o nosso frágil amor.

Três são os objetivos lançados pelo Papa, inspirado pelo Espírito para nós:

  • Olhar o passado com gratidão: Não conseguiremos despertar o mundo, nem ninguém, sem trilharmos esse caminho interior e curarmos em nós o sentimento de abandono, as dúvidas, as tristezas e incompreensões. Somos chamados a olhar o passado com gratidão. Gratidão de quem entende que vivemos em todo tempo na escola da adoração e que precisamos adorar em qualquer circunstância. Gratidão por poder olhar nossa história e reconhecer o cuidado de Deus, os livramentos, as portas que foram abertas e também aquelas que se fecharam. Gratidão por Ele nos fortalecer e nos encorajar a tantas mudanças, sejam físicas, sejam espirituais ou no tratamento de nosso caráter. Que o Senhor caminhe conosco por nossa história.
  • Viver com paixão o presente: Que chamado! Que ordem! Olhar para nós mesmos e perceber se estamos vivendo com paixão cada minuto. Aproveitando o tempo que temos para sermos adoradores enquanto somos família, ou em nossos empregos, ou nas missões. Será que temos sido apaixonados por esta Obra que dizemos amar? Será que temos sido apaixonados por nossas famílias? Será que temos sido apaixonados por nossos afazeres? O apaixonado cuida, ama, se dedica, não mede esforços, faz tudo como se fosse a única oportunidade de fazê-lo. Que o Senhor nos ensine a olhar tudo com Seu olhar de Paixão. Paixão de entrega de vida até o fim.
  • Abraçar com esperança o futuro: Temos um chamado e uma vocação. E vemos que muitas vezes estamos enfraquecidos. Mas “Fiel é Aquele que nos chamou também nos fará fiéis” (I Tess 5, 24). Cremos que depois de passarmos por toda essa escola de gratidão e paixão, compreenderemos melhor como abraçar com esperança o futuro. Reconhecendo o Senhor que caminha conosco e aprendendo Dele a viver o amor neste tempo, nossos corações com certeza se encherão da esperança que o próprio Espírito dá aos que se confiam aos Seus cuidados.

O que dizer então? Comunidade Adorai, coragem! Vamos trilhar esse caminho maravilhoso que o Senhor nos convida e firmarmos ainda mais nosso coração no Seu Coração misericordioso e cheio de Amor por nós e por esta Obra.

No Amor do Amado

Carol Maçaneiro Carolo

Espiritualidade – Comunidade Adorai

2015